Olhar nos olhos, por intimidade ou enfrentamento, é terapêutico. Contudo, não creio que a amizade do espelho vá me completar enquanto eu tiver a lembrança dos elos que se perderam, que perdi ou fiz perder.
Blessed are the forgetful... o resto você sabe.
sábado, 21 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Fui impelida a comprar flores falsas para levar à minha mãe no cemitério. Falsa fui eu com isso. As copiosas e intermináveis lágrimas ilegitimaram essa sensação. A pior, ever. Principalmente, sabendo, desde muito pequena, o quanto ela gostava das flores verdadeiras e do amor que dispendia aos seus jardins.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Feliz.
Feliz porque não é preciso muito. É preciso um tênis meio furado, uma gentileza ou muitas, um sorriso, um "saca?" interno aqui e ali.
Basta uma conversa de comadres, toques despretensiosos e balões sobre nossas cabeças dizendo o que estamos pensando. Não minto sobre estes últimos.
Foi tanta gargalhada, tanta partilha, Coca Cola, 300 e tantas fotos, escolhas engraçadas e histórias sobre o passado metal.
Copos empoeirados, doces, Pringles. Volto eu com as tríades?
Não importam meus vícios, importa a flor prometida, o beijo que ganhei e o sorriso feliz que devolvi ao universo =)
Basta uma conversa de comadres, toques despretensiosos e balões sobre nossas cabeças dizendo o que estamos pensando. Não minto sobre estes últimos.
Foi tanta gargalhada, tanta partilha, Coca Cola, 300 e tantas fotos, escolhas engraçadas e histórias sobre o passado metal.
Copos empoeirados, doces, Pringles. Volto eu com as tríades?
Não importam meus vícios, importa a flor prometida, o beijo que ganhei e o sorriso feliz que devolvi ao universo =)
domingo, 25 de setembro de 2011
Não escrevia desde 26 de julho. Admirei-me.
A formatura foi tão boa. Meus amigos, os mais variados e incrivelmente especiais, estavam lá para me permitirem o maior sorriso da vida. Inenarrável, perfeito.
A Argentina. Falar com tantas pessoas diferentes e, sem querer, refletir tão pesadamente, e de maneira leve e diária, sobre a felicidade tão procurada e, homeopaticamente, vivida. As necessidades que nos povoam a mente são internas ou externas? Ser feliz até pelas ocasionalidades. Questionar mais a si mesmo, enrugar menos a testa. Andar pelas ruas e sentir liberdade, felicidade no caminho até ela e mais paz consigo mesmo. Tudo tem um preço, mas a primeira pessoa é fundamental para o sentimento de felicidade em estado bruto.
A formatura foi tão boa. Meus amigos, os mais variados e incrivelmente especiais, estavam lá para me permitirem o maior sorriso da vida. Inenarrável, perfeito.
A Argentina. Falar com tantas pessoas diferentes e, sem querer, refletir tão pesadamente, e de maneira leve e diária, sobre a felicidade tão procurada e, homeopaticamente, vivida. As necessidades que nos povoam a mente são internas ou externas? Ser feliz até pelas ocasionalidades. Questionar mais a si mesmo, enrugar menos a testa. Andar pelas ruas e sentir liberdade, felicidade no caminho até ela e mais paz consigo mesmo. Tudo tem um preço, mas a primeira pessoa é fundamental para o sentimento de felicidade em estado bruto.
Live and let die
A fatalidade não é ocasional, é óbvia e inevitável.
Triste imaginar que as coisas não têm fim, as mais diferentes coisas, digo. Desde a 'depressão' pós-viagem até os relacionamentos pessoais. Lidar com o fim é algo intratável, nega-se até mesmo depois de tornar-se fato. Autoengano, autossabotagem. Passado o luto, pode-se ver tudo com clareza tal que até o fim mais doloroso parece uma besteira e, melhor: algo necessário.
Disse, ainda, citando o Paul, "live and let die". Disse pois lidamos com uma culpa, nós cristãos cucarachos, que para conosco ninguém teve. Pesamos as palavras e, se descarregamos pedras, ficamos todos lamentosos vendo o estrago e esperando que a poeira baixe logo.
Live and let die for you not to die every time. Há muito, o Robertinho me disse sobre o egoísmo justificado (outro leitor da Insustentável Leveza do Ser - somos todos magneticamente unidos), alegando que assistir uma miríade de filmes, colocarmo-nos em primeiro lugar, escolher onde ir, o que comer e zaz e zaz seria a terapia ideal. E é. Eu o agradecerei eternamente. E ternamente.
O Gabriel brindou sobre a fatalidade. O Robertinho falou sobre a instauração da primeira pessoa. Meus musos inspiradores, meus amigos reais.
Vivamos e deixemos morrer.
Triste imaginar que as coisas não têm fim, as mais diferentes coisas, digo. Desde a 'depressão' pós-viagem até os relacionamentos pessoais. Lidar com o fim é algo intratável, nega-se até mesmo depois de tornar-se fato. Autoengano, autossabotagem. Passado o luto, pode-se ver tudo com clareza tal que até o fim mais doloroso parece uma besteira e, melhor: algo necessário.
Disse, ainda, citando o Paul, "live and let die". Disse pois lidamos com uma culpa, nós cristãos cucarachos, que para conosco ninguém teve. Pesamos as palavras e, se descarregamos pedras, ficamos todos lamentosos vendo o estrago e esperando que a poeira baixe logo.
Live and let die for you not to die every time. Há muito, o Robertinho me disse sobre o egoísmo justificado (outro leitor da Insustentável Leveza do Ser - somos todos magneticamente unidos), alegando que assistir uma miríade de filmes, colocarmo-nos em primeiro lugar, escolher onde ir, o que comer e zaz e zaz seria a terapia ideal. E é. Eu o agradecerei eternamente. E ternamente.
O Gabriel brindou sobre a fatalidade. O Robertinho falou sobre a instauração da primeira pessoa. Meus musos inspiradores, meus amigos reais.
Vivamos e deixemos morrer.
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